Festa do Espumante

Nas faldas da Serra da Peneda, freguesia de Gavieira, Arcos de Valdevez, há um percurso pedestre de PR, denominado Trilho Pertinho do Céu. Caminhos de lajes e trilhos de pastores conduzem-nos ao belo carvalhal da Branda de Bosgalinhas. Ao longo do percurso, deparamo-nos com exemplares de gado bovino das raças Barrosã e Cachena que pastam livremente em pastos de altitude, e campos onde ainda se cultiva o centeio, rodeados por muros de pedra encastelada, cobertos de musgo. Da Branda de Bosgalinhas, partimos em direção à Gavieira de onde regressamos a S. Bento do Cando, propriedade das populações da Gavieira. Este povoado é bastante conhecido pelas romarias (21 de março e 11 de julho) a que ocorrem devotos e peregrinos em adoração a S. Bento, mais conhecido por S. Bento do Cando, patrono dos monges beneditinos.

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De Montedor ao Camarido

 

Sabia que o recém-criado Geoparque Litoral de Viana do Castelo acaba de ganhar o prémio Geoconservação 2016 da Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico (ProGEO)? O mais recente Geoparque nacional conta-nos a história da evolução da zona litoral a norte da cidade de Viana do Castelo com base em seis geosítios de excecional importância científica, e onde podemos encontrar “gotas” de magma, icnofósseis, ou gravuras rupestres, como aquelas que podemos observar no Alcantilado de Montedor. Uma paisagem modelada por diferentes momentos da evolução geológica e marcas que remontam de há mais de 500 milhões de anos. Modelada também pelo homem da Idade Média a quem se deve a construção das “pesqueiras” existentes nos interstícios das formações rochosas,  com recurso a pedras soltas que deixavam passar o peixe na subida da maré e o prendiam na maré baixa, ou as pias salineiras escavadas nas rochas.

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Sistelo, o pequeno Tibete

A orientação diversificada do relevo, as variações bruscas de altitude e o entrelaçar das influências climáticas dão origem a uma infinidade de microclimas. Estes, associados à constituição essencialmente granítica do solo e à ação construtiva do homem ao longo de séculos, criam características botânicas e paisagísticas muito particulares a esta zona, denominada de “pequeno Tibete português” pela beleza dos seus característicos socalcos.

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