Outono na Serra do Courel

COUREL dos tesos cumes que ollan de lonxe!

Eiquí síntese ben o pouco que é un home…

                                                                               Os Eidos, Uxío Novoneyra.

A serra do Courel é uma região montanhosa  situada a sudeste da província de Lugo que possui dois aspetos destacadamente diferentes de outro lugar: uma paisagem humanizada por soutos, campos de cultivo e prados e uma natureza que, nas palavras do botânico Baltasar Merino, se pode descrever como “livre, rica e exuberante”.

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Outono nas Fragas do Eume

O Parque Natural das Fragas do Eume situa-se na região interior entre Corunha e Ferrol. “Fraga” é o termo galego que significa bosque. No caso presente, essas “fragas” são constituídas, maioritariamente, por caducifólias, em que se destaca o carvalho, a bétula, o amieiro, o castanheiro ou o olmo. O parque, criado em 1997, constitui uma das florestas atlânticas, costeiras, melhor preservadas da Europa. Os seus  500 habitantes distribuem-se por quase 9.000Ha que envolvem o vale do rio Eume – e outros rios de menor caudal – de encostas abruptas e profundas, criando um ecossistema único, sob a influência de um clima subtropical temperado e húmido, que alberga numerosas espécies animais e vegetais ameaçadas, com uma história e património singular, cujo exemplar maior é o medievo Mosteiro de Caaveiro.

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Outono na Sierra de Gata

A Sierra de Gata, situada na parte noroeste da Estremadura espanhola, é formada por amplos vales e dobras que estão na origem de uma paisagem de uma beleza esmagadora. Nos bosques autóctones podemos encontrar bétulas, azevinho, zimbro, carvalhos, castanheiros ou azinheiras e pinheiros nas zonas mais baixas. Aqui produz-se um vinho típico, o viñu e um azeite extraordinário com Denominação de Origem. A Sierra de Gata, incluída em 1977, juntamente com a barragem de Borbollón, como zona de Proteção Especial ICONA e pela Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO) alberga mais de 1175 espécie, algumas protegidas, das quais se destacam a cegonha negra e o abutre, como as mais emblemáticas.

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Outono na Serra da Estrela

O Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), o primeiro a ser criado em Portugal, situado na região centro-este, abrange seis concelhos e uma área total de mais de 88 mil hectares, dos quais cerca de 12% foram declarados em 1993 como Reserva Biogenética pelo Conselho da Europa. A sua orografia é marcada por uma sequência de planaltos, uma zona de média e alta montanha, no qual se inclui o ponto mais alto de Portugal continental e onde são bem visíveis as marcas de uma paisagem de origem glaciar, de que o Vale Glaciar do Zêzere é o seu testemunho maior.

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Do Monfurado à Serra D’Ossa

Há quem compare a região do Alentejo à Toscânia. Une-as a “alma gastronómica”, os vinhos e uma a paisagem modelada pelo homem, verdadeiro repositório de existências e vivências resultante de uma memória identitária forjada ao longo de milhares de anos. O Sítio do Monfurado, de Interesse Comunitário e integrado na Rede Natura 2000, abrangendo os concelhos de Montemor-o-Novo e Évora, é um desses locais que a presença humana transformou num local seminatural, de grande riqueza e biodiversidade e onde o megalitismo constitui o “fio condutor” desse repositório, tal a profusão de vestígios da milenar presença humana.

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Dos Alpajares ao Penedo Durão

As origens de Freixo de Espada à Cinta, embora encobertas pela bruma do tempo, remetem-nos para o homem do Paleolítico Superior (cavalo de Mazouco) e dos Narbassos (Ptolomeu), povo ibérico do período pré-romano, o que configura a existência desta povoação já no período anterior à fundação do reino de Portugal. Séculos de existência, marcados por inúmeros episódios históricos. Terra de histórias e de inúmeras lendas que reportam a origem da sua toponímia, como a do brasão de armas do fidalgo “Feijão”, do nobre godo “Espadacinta” ou de “Fraxinus”, que tentam explicar a origem do seu nome, Freixo de Espada à Cinta tem uma história geológica marcada pelas profundas alterações no leito marinho, como o “sinclinal” de Poiares, ocorridas há cerca de 550 milhões de anos e que deram origem às terras xistosas onde se produzem alguns dos melhor vinhos do mundo.

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GeoParque Naturtejo

O Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, o primeiro geoparque português, é uma área classificada que passou a integrar as Redes Europeia (2000) e no Programa Geoparques Globais da UNESCO (2006) estabelecendo pontes entre várias dimensões do território, como a Biodiversidade, a Histórica, a Cultura e o Património Imaterial e baseia-se no desenvolvimento sustentável ao nível da geodiversidade, do ambiente, do uso dos recursos naturais, do envolvimento das comunidades e da sua preservação.

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Arrábida Mística

O Parque Natural da Serra da Arrábida (PNArr), criado em 1976 e ampliado em 1998, assenta num maciço calcário composto pelas serras da Arrábida, S. Luis, Louro e Risco, bem como da área marítima adjacente, a do Cabo Espichel. A sua vegetação possui um elevado valor natural dada a influência de 3 tipos de clima: euro-atlântico, mediterrânico  e macaronésio (arribas). A Serra da Arrábida, a última da Europa e Ásia, foi ao longo de séculos lugar de inspiração religiosa, mística e até literária.

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RIBEIRA SACRA

A leste de Ourense, não muito longe da confluência do rio Sil com o rio Minho, a Ribeira Sacra (ou Sagrada) é terra de mosteiros, ermitérios e igrejas românicas (o maior aglomerado da Galiza) que se estabeleceram por aí a partir do séc.VI e cuja primeira referência histórica consta do manuscrito fundacional do Mosteiro de Montederrama, datado do ano de 1124, escrito por Dª Teresa de Portugal. O seu apogeu situa-se entre o séc. X e o séc. XIII, sendo posteriormente abandonados em

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