Outono na Serra do Courel

COUREL dos tesos cumes que ollan de lonxe!

Eiquí síntese ben o pouco que é un home…

                                                                               Os Eidos, Uxío Novoneyra.

A serra do Courel é uma região montanhosa  situada a sudeste da província de Lugo que possui dois aspetos destacadamente diferentes de outro lugar: uma paisagem humanizada por soutos, campos de cultivo e prados e uma natureza que, nas palavras do botânico Baltasar Merino, se pode descrever como “livre, rica e exuberante”.

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Outono nas Fragas do Eume

O Parque Natural das Fragas do Eume situa-se na região interior entre Corunha e Ferrol. “Fraga” é o termo galego que significa bosque. No caso presente, essas “fragas” são constituídas, maioritariamente, por caducifólias, em que se destaca o carvalho, a bétula, o amieiro, o castanheiro ou o olmo. O parque, criado em 1997, constitui uma das florestas atlânticas, costeiras, melhor preservadas da Europa. Os seus  500 habitantes distribuem-se por quase 9.000Ha que envolvem o vale do rio Eume – e outros rios de menor caudal – de encostas abruptas e profundas, criando um ecossistema único, sob a influência de um clima subtropical temperado e húmido, que alberga numerosas espécies animais e vegetais ameaçadas, com uma história e património singular, cujo exemplar maior é o medievo Mosteiro de Caaveiro.

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Festa do Espumante

Nas faldas da Serra da Peneda, freguesia de Gavieira, Arcos de Valdevez, há um percurso pedestre de PR, denominado Trilho Pertinho do Céu. Caminhos de lajes e trilhos de pastores conduzem-nos ao belo carvalhal da Branda de Bosgalinhas. Ao longo do percurso, deparamo-nos com exemplares de gado bovino das raças Barrosã e Cachena que pastam livremente em pastos de altitude, e campos onde ainda se cultiva o centeio, rodeados por muros de pedra encastelada, cobertos de musgo. Da Branda de Bosgalinhas, partimos em direção à Gavieira de onde regressamos a S. Bento do Cando, propriedade das populações da Gavieira. Este povoado é bastante conhecido pelas romarias (21 de março e 11 de julho) a que ocorrem devotos e peregrinos em adoração a S. Bento, mais conhecido por S. Bento do Cando, patrono dos monges beneditinos.

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Outono na Sierra de Gata

A Sierra de Gata, situada na parte noroeste da Estremadura espanhola, é formada por amplos vales e dobras que estão na origem de uma paisagem de uma beleza esmagadora. Nos bosques autóctones podemos encontrar bétulas, azevinho, zimbro, carvalhos, castanheiros ou azinheiras e pinheiros nas zonas mais baixas. Aqui produz-se um vinho típico, o viñu e um azeite extraordinário com Denominação de Origem. A Sierra de Gata, incluída em 1977, juntamente com a barragem de Borbollón, como zona de Proteção Especial ICONA e pela Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO) alberga mais de 1175 espécie, algumas protegidas, das quais se destacam a cegonha negra e o abutre, como as mais emblemáticas.

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Outono na Serra da Estrela

O Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), o primeiro a ser criado em Portugal, situado na região centro-este, abrange seis concelhos e uma área total de mais de 88 mil hectares, dos quais cerca de 12% foram declarados em 1993 como Reserva Biogenética pelo Conselho da Europa. A sua orografia é marcada por uma sequência de planaltos, uma zona de média e alta montanha, no qual se inclui o ponto mais alto de Portugal continental e onde são bem visíveis as marcas de uma paisagem de origem glaciar, de que o Vale Glaciar do Zêzere é o seu testemunho maior.

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Do Monfurado à Serra D’Ossa

Há quem compare a região do Alentejo à Toscânia. Une-as a “alma gastronómica”, os vinhos e uma a paisagem modelada pelo homem, verdadeiro repositório de existências e vivências resultante de uma memória identitária forjada ao longo de milhares de anos. O Sítio do Monfurado, de Interesse Comunitário e integrado na Rede Natura 2000, abrangendo os concelhos de Montemor-o-Novo e Évora, é um desses locais que a presença humana transformou num local seminatural, de grande riqueza e biodiversidade e onde o megalitismo constitui o “fio condutor” desse repositório, tal a profusão de vestígios da milenar presença humana.

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Dos Alpajares ao Penedo Durão

As origens de Freixo de Espada à Cinta, embora encobertas pela bruma do tempo, remetem-nos para o homem do Paleolítico Superior (cavalo de Mazouco) e dos Narbassos (Ptolomeu), povo ibérico do período pré-romano, o que configura a existência desta povoação já no período anterior à fundação do reino de Portugal. Séculos de existência, marcados por inúmeros episódios históricos. Terra de histórias e de inúmeras lendas que reportam a origem da sua toponímia, como a do brasão de armas do fidalgo “Feijão”, do nobre godo “Espadacinta” ou de “Fraxinus”, que tentam explicar a origem do seu nome, Freixo de Espada à Cinta tem uma história geológica marcada pelas profundas alterações no leito marinho, como o “sinclinal” de Poiares, ocorridas há cerca de 550 milhões de anos e que deram origem às terras xistosas onde se produzem alguns dos melhor vinhos do mundo.

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Caminho de Jacinto / Roteiro Querosiano

 “Os vales fofos de verdura, os bosques quase sacros, os pomares cheirosos em flor, a frescura das águas cantantes, as ermidinhas branqueando nos altos, as rochas musgosas, o ar de uma doçura de paraíso, toda a majestade e toda a lindeza. Deixando resvalar o olhar observe os vales poderosamente cavados (…) os bandos de arvoredos, tão copados e redondos de um verde tão moço e sinta, por todo o lado, o esvoaçar leve dos pássaros.”  “Assim vagarosamente e maravilhados, chegamos aquela avenida de faias que sempre me encantara pela sua fidalga gravidade. (…) e ao fundo das faias, com efeito, aparecia o portão da quinta de Tormes, com o seu brasão de armas de secular granito, que o musgo retocava e mais envelhecia.”    in, “A Cidade e as Serras” , Eça de Queiroz

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Das Salinas da Ria a São Jacinto

A exploração do sal na zona de Aveiro remonta a um período anterior à formação da própria Ria de Aveiro. Sistema lagunar, as salinas embora sejam um habitat artificial, são de grande valor para as aves aquáticas, permitindo um equilíbrio notável entre o aproveitamento económico de um recurso e a conservação de valores naturais. Ao interesse paisagístico acresce o de serem verdadeiros santuários de biodiversidade. Para as aves, as salinas possuem ainda o atrativo de não sofrerem a influência do ciclo diário das marés, oferecendo-lhes portanto condições de alimentação e abrigo particularmente vantajosas.

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GeoParque Naturtejo

O Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, o primeiro geoparque português, é uma área classificada que passou a integrar as Redes Europeia (2000) e no Programa Geoparques Globais da UNESCO (2006) estabelecendo pontes entre várias dimensões do território, como a Biodiversidade, a Histórica, a Cultura e o Património Imaterial e baseia-se no desenvolvimento sustentável ao nível da geodiversidade, do ambiente, do uso dos recursos naturais, do envolvimento das comunidades e da sua preservação.

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