As origens de Freixo de Espada à Cinta, embora encobertas pela bruma do tempo, remetem-nos para o homem do Paleolítico Superior (cavalo de Mazouco) e dos Narbassos (Ptolomeu), povo ibérico do período pré-romano, o que configura a existência desta povoação já no período anterior à fundação do reino de Portugal. Séculos de existência, marcados por inúmeros episódios históricos. Terra de histórias e de inúmeras lendas que reportam a origem da sua toponímia, como a do brasão de armas do fidalgo “Feijão”, do nobre godo “Espadacinta” ou de “Fraxinus”, que tentam explicar a origem do seu nome, Freixo de Espada à Cinta tem uma história geológica marcada pelas profundas alterações no leito marinho, como o “sinclinal” de Poiares, ocorridas há cerca de 550 milhões de anos e que deram origem às terras xistosas onde se produzem alguns dos melhor vinhos do mundo.

São inúmeros os testemunhos do culto do porco na Idade do Ferro (berrões e verracos) e da presença romana (moedas, cerâmica, vidro, etc.). Venha descobrir a beleza desta vila, a mais manuelina de Portugal, e de uma região, incluída no Parque Natural do Douro Internacional, marcada pela imponência do rio Douro e seus afluentes, que pode ser apreciada dos fantásticos miradouros existentes (Penedo Durão, Carrascalinho, Alminhas, Colado e Cruzinha), onde não é raro termos por companhia grifos, abutres do Egipto ou uma águia-real que se refugiam nas escarpas e alcantilados próximos. Uma natureza, por vezes selvagem e quase virgem (escarpas, dobras e afloramentos rochosos); outras vezes maravilhando-nos com paisagens moldadas pelo homem, como os olivais, as vinhas e os laranjais junto ao rio, ou os amendoais que nesta altura do ano revelam um espetáculo de rara beleza: o das amendoeiras em flor.

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