O rio Azibo, afluente do Sabor, está na origem da barragem com o mesmo nome, construída no início dos anos oitenta; esta barragem com grande capacidade para armazenamento de água permitiu criar um ecossistema propício à existência de numerosas espécies de aves migratórias que atraem durante todo o ano a visita de muitos ornitólogos e amantes da natureza. Esta importante Área de Paisagem Protegida do Azibo foi integrada na Rede Natura 2000. A nossa estadia ficará marcada pela realização de dois percursos, de grande valor paisagístico, na região.

O vale do rio Sabor classificado como Zona de Proteção Especial e integra a Rede Natura 2000 era, até à construção da barragem do Baixo Sabor, um dos últimos rios selvagens da Europa em que a natureza se mantinha praticamente intacta. Várias ONG tentaram travar a construção da barragem adjudicada à EDP que, diziam, poderia colocar em perigo um vasto conjunto de habitats únicos e a memória de uma paisagem. Construída a barragem, acreditamos que a riqueza fauna, da qual fazem parte a lontra, a toupeira-d’água, o abutre, a cegonha-negra e a águia-real, e da flora caracterizada pala invulgarmente e bem preservada comunidade arbustiva da qual faz parte o buxo e o teixo, nas cotas mais elevadas das encostas, se mantenha; mas uma coisa mudou radicalmente: a paisagem. Essa alteração será particularmente notória para quem em 2013 realizou o percurso com início junto à Ponte de Remondes, construída em 1678 pela família dos Távoras, agora submersa. O percurso em Larinho, Torre de Moncorvo, revelará a mesma paisagem intocada, do selvagem Sabor que se esvai no Douro. Acabaremos à mesa com o melhor da gastronomia da região: os inúmeros pratos de borrego da Churra da Terra Quente, o queijo Terrincho e a doçaria à base de amêndoa, em especial as conhecidas amêndoas “cobertas” de Torre de Moncorvo.

Venha daí!...

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