Parque Nacional dos Picos de Europa (assim designados pelos primeiros navegadores do norte da Europa, nas suas viagens ao longo da costa cantábrica) é composto por três maciços: o Oriental ou Andara, o Central ou Urrielles e o ocidental ou Cornión.O seu clima é muito particular, com bancos de nevoeiro frequentes e muita humidade devido à proximidade do mar (cerca de 20 kms). A chuva e a neve são uma constante nos meses de inverno, mas em junho certamente encontraremos neves perpétuas. A sua orografia tem um relevo excecional, onde altos cumes alternam com profundos desfiladeiros e canyons. Os picos mais altos são: o Torrecerredo (2.646 m); o Naranjo de Bulnes (2519 m) e o Pico Tesorero (2.570 m). A formação calcária dos Picos da Europa e ecossistemas de bosques de carvalhos, freixos, azevinhos e faias, prados e pastos alpinos, esteve na origem do reconhecimento internacional e da sua inclusão na Diretiva Habitats da União Europeia, incluído na Rede Natura 2000, como Zona de Proteção Especial (ZEPA) e sítio de Importância Comunitária, tendo passado a 23 de Julho de 2003 a Reserva da Biosfera, pela UNESCO.Da fauna dos Picos destaca-se: o urogalo, ave com um habitat frágil, de matas e urze das encostas; o urso pardo, altamente ameaçado e que vive nas colinas altas e matas dos vales circundantes; o lobo ibérico e a camurça, emblema do Parque Nacional Picos da Europa; o grifo, a águia e o pica-pau preto são outras das espécies residentes.Os famosos Lagos de Covadonga situam-se no maciço ocidental. O Parque é atravessado por três rios que rompem profundos desfiladeiros: o Hermida, atravessado pelo rio Deva; os Beyos, pelo rio Sella e o “Garganta Divina”, (Gorge Divino) pelo rio Cares. No Parque existem variados miradouros de onde se pode admirar a sua beleza. Um dos mais interessantes é o funicular de Fuente Dé, através do qual se pode ascender a mais de 1.800 metros.

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